No dia 22 de Abril de 1500, uma caravana portuguesa chega a uma terra que até então não tinha sido colonizada, e que posteriormente se chamaria Brasil. Porém, esta terra já tinha habitantes de diferente cultura, modos e língua. Os portugueses não esperavam encontrar tal terra, visto que o objetivo deles era encontrar o caminha marítimo para a Índia, em busca das especiarias orientais, no qual era o comércio que estava produzindo mais lucros.
Eles exploraram o litoral para procurar metais preciosos (ouro, prata, cobre e etc.), mas apenas que encontraram foi uma grande abundância de uma árvore conhecida de pau-brasil, a partir dessa descoberta começaram a extração desta árvore, sendo isso a primeira atividade econômica do Brasil. Para realizar a extração foram instaladas feitorias em pontos estratégicos no litoral.
Durante este período de feitorias, o país ficou desprotegido, atraindo o interesse dos franceses pelo pau-brasil. Porém, isso preocupou os portugueses, pois os franceses poderiam ocupar definitivamente a terra. Para evitar o contrabando da madeira e defender esta terra, foram enviadas expedições, mas não teve resultados, então uma nova expedição comandada por Martim Afonso de Sousa foi enviada. Martim concluiu que era necessário colonizar, no qual consisti em enviar pessoas, iniciar uma produção lucrativa e defender a terra de invasores. O açúcar seria a produção lucrativa, pois a terra tinham condições favoráveis para o plantio, uma vez que a Europa não tinha essas condições.
Os portugueses não aceitavam outra forma de viver diferente, deste modo tiveram grande dificuldade de relacionamento com os índios. Eles obrigaram os índios a trabalhar e viver como eles, porém isso provocou uma revolta dos índios. Era uma luta desigual, logicamente, os índios perderam. Os impuseram seus valores, sua cultura, sua língua, destruindo toda uma vida.
Os jesuítas catequizavam os índios, uma forma de impor sua religião e impedir que eles se rebelassem. Também os ensinavam a ler e escrever, ou seja, os ensinavam a língua dos portugueses. A escravidão negra ocorreu principalmente na produção do açúcar, e posteriormente, da mineração. O trabalho indígena foi mais usado na pecuária. A produção do açúcar chamava-se engenho, e o fazendeiro era denominado Senhor do Engenho. Existia um problema com a mão-de-obra escrava, como vários índios se recusava serem escravizados, eles fugiam ou eram mortos, deixando uma escassez de escravos. A solução deste problema foi o tráfico de escravos negros, do mesmo modo que os índios, os portugueses destruíram suas vidas, foram violentados, tiveram suas culturas e línguas desfiguradas, famílias desunidas, tudo isso ocorreu de forma cabal e humilhante.
Outra atividade econômica foi à pecuária que auxiliava no engenho, ela fornecia alimento para os moradores do engenho (fazenda), também, foi à primeira atividade de ampliação das áreas coloniais.
Os bandeirantes foram responsáveis pela descoberta das pedras preciosas e o ouro, “objetos do desejo”. Além dessa descoberta, estava extraindo produtos típicos da floresta como canela, salsaparrilha, cravo, guaraná, borracha, entre outras. Contudo, houve uma grande expansão das áreas coloniais, aumento da população, e dos problemas.
No final do século XVII, o açúcar entrou em declínio, aumentando a busca pelos “objetos do desejo”. No atual estado de Minas Gerais, durante a procura pelas pedras preciosas e ouro, a população cresceu incontrolavelmente, o que causou fome e miséria. A cada ouro encontrado 20% de imposto era pago ao governo português, este imposto era chamado quinto. Porém esse não era o único imposto que existia. Nesta época, Portugal estava dependente e influenciado pela Inglaterra, refletindo na colônia brasileira.
Com a descoberta do ouro houve inúmeras mudanças na sociedade, na politica e na cultura. Foram criados órgãos para inspecionar se os impostos do ouro estavam sendo cobrados e pagos, não só do ouro, mas também dos diamantes. Igrejas foram construídas, desenvolvimento artístico, arquitetura, literatura. Modificações que estão presentes e marcaram a história deste país diversificado culturalmente. Exemplos destes artistas e estilos: Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), Barroco Mineiro, Arcadismo, Basílio da Gama.
Durante este período, a até então capital Salvador foi transferida para Rio de Janeiro, por motivos econômicos. Além da expulsão dos jesuítas e o fim das Capitânias Hereditárias. Diversas revoltas com objetivos semelhantes: a Independência do Brasil e o fim da desigualdade. Entre as quais Inconfidência Baiana, Inconfidência Mineira, Revolta dos Emboabas.
A chegada da Corte Portuguesa no Brasil, no ano de 1808, trouxeram inúmeras transformações sociais e econômicas. A mudança da capital para Rio de Janeiro, no qual antes era a cidade de Salvador. O grande aumento da população brasileira, consequentemente, desigualdade social ainda maior. Abertura dos portos para nações amigas. A criação do primeiro Banco do Brasil. A construção da primeira biblioteca nacional.
No ano de 1821 com a ida da Corte Portuguesa, o Brasil retornaria a ser colônia, fato que irritou os brasileiros. Porém, no ano 1922, cedido a pressões D.Pedro permaneceu no Brasil separando definitivamente de Portugal. No dia 7 de setembro de 1822, no lago de Ipiranga, D.Pedro declarou a Independência com o grito: “Independência ou Morte!”.
O Brasil teve uma independência diferente das maiorias dos países, não houve guerra, nem participação da classe desfavorecida, visto que foi tomado independente por um português, no qual antes era o seu colonizador. O Brasil se tornou livre apenas economicamente, ou seja, estaria livre a fazer acordos comerciais com qualquer país, algo que favoreceu a burguesia. Mesmo com a Independência do Brasil continuou a existir escravidão. A abolição da escravatura ocorreu no ano de 1844 com a Lei Aurea pela Princesa Isabel, apesar de que a oligarquia rural não foi a favor dessa decisão. Com a abolição da escravatura, um dos objetivos era acabar com a desigualdade e discriminação o que de fato não ocorreu, diminuiu, mas ainda hoje está entre nós.

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