Brasil, um país pluriétnico com a maior diversidade cultural. Uma língua construída por meio de influências praticamente de todo o mundo, onde há miscigenação, imigração e distintas religiões.
No Brasil, cada região tem um dialeto (sotaque ou variação diatópica), que originou a partir da influência de outras línguas, através da colonização ou imigração, acarretando também a formação sociocultural. Para explicar melhor como se deu o processo de concepção da língua portuguesa no Brasil é necessário saber quais os países que durante a colonização tiveram participação economicamente ou socialmente. Além da língua indígena, que já existia antes da chegada dos colonizadores, tinha a língua dos escravos negros, no qual as duas eram consideradas língua geral, e o Português Europeu, a língua oficial. O holandês, francês e inglês (Inglaterra) contribuíram para o modo de falar dos brasileiros durante a colonização, ocasionando um afastamento do Português Europeu, e também, os portugueses que ali estavam não acompanhavam as mudanças que o seu português tinha sofrido em Portugal. Vale ressaltar que pelas diferenças que existia em cada língua influenciadora, os habitantes as falavam de modo diferente, passando haver variações linguísticas.
No ano de 1757, a língua geral foi proibida, sendo assim os indígenas e os negros só poderiam usar a língua oficial, tornando a língua mais falada no Brasil. Já no ano de 1808, a chegada da corte Portuguesa trouxe um aportuguesamento e muda alguns aspectos sociais, no qual influência na língua.
Com a Independência do Brasil houve a grande imigração, aspecto importante para os diferentes dialetos brasileiro. Cada região recebeu um fluxo imigratório maior, onde originou os sotaques, por exemplo na região sul o fluxo imigratório maior foi de alemães. Essa variação Darcy Ribeiro, no livro O Povo Brasileiro, relata:
E, por último, a imigração, que introduziu, nesse magma, novos contingentes humanos, principalmente europeus, árabes e japoneses. Mas já o encontrando formado e capaz de absorve‐los e abrasileira‐los, apenas estrangeirou alguns brasileiros ao gerar diferenciações nas áreas ou nos estratos sociais onde os imigrantes mais se concentraram.
Um dos casos da rica variação linguística no Brasil é a estratificação social (classes sociais), que é conhecida como variação diastrática, onde existem diferenças entre a fonética, lexical e sintática de uma pessoa de classe desfavorecida para outra com classe favorecida, ocorrendo essa variação por causa do meio social em que vive ou pelo grau de escolaridade.
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