domingo, 27 de novembro de 2011

A história do país antes da chegada dos colonizadores;

      Os povos indígenas do Brasil resistem e resistiram ferozmente à morte. Essa resistência é provada ao longo do processo de colonização e ocupação do Brasil. Doenças, matanças, usurpação de terras, não tem sido suficientes para acabar com as etnias indígenas, visto que reduziu consideravelmente tornando a menor dentre os países sul-americanos. Eles continuam lutando por seus direitos, sendo exemplos de resistência e formação social.
    Com o processo de colonização, entraram em choque diversas culturas e etnias, mesmo com tanta violência e imposição a diversidade étnica prevaleceu. Certamente com a revitalização dos valores, saberes, crenças que dá base a sua cultura, mesmo em contato com a política, outras culturas, movimentos sociais e jurídicos, impõe seus direitos, não deixando de serem índios.
   A organização social indígena desde sempre teve uma boa estrutura. Desde cedo as crianças tem sua importância no futuro da sociedade, destacando a paciência, algo que raramente percebemos na nossa sociedade. Um exemplo disso, Alcida Rita Ramos, no livro Sociedades Indígenas, descreve:
    Muito raramente as crianças indígenas são punidas; quase nunca fisicamente. A atitude das pessoas para com os filhos é geralmente de grande paciência, tolerância, atenção e respeito as suas peculiaridades. A mãe amamenta durante uns dois ou três anos e a criança não é bruscamente desmamada. O espaçamento entre uma gravidez e outra é suficientemente grande – três, quatro anos ou mais -, de modo a evitar competição de dois bebês, pelo afeto e leito maternos. Durante toda a infância, a criança está sempre cercada de pessoas de várias idades e diferentes graus de proximidade e autoridade, de modo que não está nunca exposta exclusivamente às idiossincrasias de apenas dois seres humanos, o pai e a mãe. Uma criança manhosa ou irritada pode se comportar agressivamente, batendo na mãe ou em quer que seja, quebrando coisas, aos berros, que os pais e os demais adultos se limitam a observar, sorrir  e esperar que passe a crise; ela nunca é castigada por fazer um adulto perder a paciência; pode ser repreendida, mas nunca é vitima de maus tratos físicos.
   Desde muito cedo, sem instrução formal e sem violência, as crianças indígenas aprendem as regras do jogo social, o que pode e o que não pode ser feito e as formas de controle social aplicadas àqueles que infringem seriamente essas regras do jogo.
     Numa sociedade indígena, o trabalho é realizado coletivamente dentro das aldeias, sendo que todo excedente é partilhado, em alguns casos, é distribuído para famílias que estão escassas de recursos. As mulheres indígenas são responsáveis pela comida, colheita e plantio, crianças, tecelagem. Já os homens são responsáveis pela caça, pesca, produção de instrumentos de caça, cestaria. Os índios são bastantes conhecidos pelos seus rituais e danças, crenças que prevalece na sua cultura. Pode notar-se a diferença entre uma sociedade indígena e uma sociedade capitalista, no qual em uma existe o coletivismo e a outra, o individualismo.
       As línguas indígenas eram diversas, algumas são mais semelhantes, como toda língua, seja inglês, português, ou até mesmo indígena. Cada aldeia tinha sua língua oficial. Existiam umas que falavam mais de uma língua, facilitando a comunicação entre outras aldeias. Não tem um registro de quantas línguas existiram, somente algumas foram registradas pelos jesuítas durante a colonização do Brasil. Exemplos dessas línguas: Guarani, Anambé, Tukano, Urubu, Bororo, Pataxó, Piro, Urupá, Aweti, entre outras.
     Com contato dos portugueses, ambos aprenderam as línguas, no caso a indígena e a portuguesa. Entretanto, a língua indígena era desprivilegiada pelos colonizadores, pois eles achavam os índios pessoas não civilizadas. O português começou a ser falado pelos indígenas, mesmo com dificuldade, espalhando-se pelo território brasileiro. Vale ressaltar que os índios não abandonaram sua língua nativa, mas deixou de usa-la frequentemente como antes da chegada dos portugueses.  
       Uma sociedade onde não há classes sociais, nem política, nem constituição escrita, nem polícia, nem tribunais, no entanto há o respeito e a ética, sendo isso é o mais importante para eles. 

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