Os jesuítas no processo de catequização do os índios encontraram barreiras ao entender o idioma indígena. Por existir essa barreira, Anchieta escreveu a primeira gramática de língua indígena (autóctone) no Brasil, A arte de gramática da língua mais usada no Brasil. O objetivo de Anchieta era ajudar os outros jesuítas na catequização dos indígenas.
As línguas indígenas são divididas em dois troncos: Macro-Jê e Tupi. Entre cada tronco linguístico há várias línguas que apresenta características semelhantes, por isso são separadas por troncos. Existem palavras de origens indígenas no vocabulário, a maioria é de plantas, animais e vegetações nativas. Alguns exemplos:
Palavras em Tupinambá (Língua Indígena) usadas para nomear animais e plantas.
- Aves - Jacu, Urubu, Seriema
- Insetos - saúva, Pium
- Peixes - Baiacu, traira, piaba, parati, lambari, piranha
- Répteis - Jararaca, sucuri, jabuti, jacaré, jiboia
- Outros animais - Tamanduá, capivara, jacaré, sagüi, jabuti, quati, paca, cutia, siri, tatu, arara
- Frutas - Abacaxi, cajá, mangaba, jenipapo, maracujá
- Árvores - Copaíba, embaúba, jacarandá, jatobá
Palavras em Tupinambá (Língua Indígena) usadas para nomear lugares, serras e rios.
- Aratuípe - "no rio dos caranguejos"
- Comandatuba - "feijoal"
- Jacareí - "rios dos jacarés"
- Araraquara - "formigueiros de arará"
- Sergipe - "no rio dos siris"
- Ipiranga - "rio vermelho"
- Itaquaquecetuba - "lugar onde há muita taquara-faca"
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